[Barra da Tijuca] Condomínio Nova Sicília

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[Barra da Tijuca] Condomínio Nova Sicília

Mensagem  Narrador em Qui Mar 13, 2014 1:56 pm



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Luís chegando...

Mensagem  Luís Alves em Qui Mar 13, 2014 2:35 pm

Ao avistar a cancela, Luís ativou seu auspícius procurando por ofuscação. Observou todos os detalhes conforme a blazer ia diminuindo a velocidade. Procurou por câmeras, pontos estratégicos, rotas de fuga e prováveis emboscadas.

_ Não fure o bloqueio. Se o carro for parado, aja naturalmente - orientou ao Miguel, que estava ao volante

Olhou então para Jobson, ao seu lado, e ordenou: "quanto a você, esteja preparado para o pior. Sempre."

O carniçal retirou a pistola do coldre, destravou e permaneceu atento.

Um pingo de suor molhou o supercílio do soldado.

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Narração - Luís Alves

Mensagem  Narrador em Sex Mar 14, 2014 9:36 pm

Como previsto o carro é parado, a identificação é feita e acompanhados por uma escolta de batedores a partir do momento em que entram no condomínio, o carro é guiado até uma casa bem no centro do mesmo. Uma casa tão luxuosa quanto todas as outras onde uma senhora aguardava na porta.

A escolta para diante da porta. Com os conhecimentos de segurança militar que Luís Alves tinha ele sabia que havia sido observado o tempo inteiro. Ele notara vários guardas escondidos e tinha vários indícios de que outros também podiam estar e por ele não detectar tem noção do alto grau de treinamento. Eram muitos homens envolvidos, o condomínio era povoado e pelo que o Ventrue podia notar, todos ali eram parte de um forte esquema de segurança.
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Luís Alves

Mensagem  Luís Alves em Sex Mar 14, 2014 9:46 pm

Luís Alves ao perceber o alto nível de segurança tranquiliza Jobson. "Guarde sua arma soldado. Estamos em casa agora."

Luís é guiado ao mesmo tempo que escoltado pelos homens de Montecchio.

"Miguel, siga o fluxo. Sem alardes."

Luís não via a hora de encontrar novamente sua irmã de clã.

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Jéssica Montecchio - Luís Alves

Mensagem  Narrador em Sab Mar 15, 2014 12:33 pm

Uma senhora carismática, com um forte sotaque italiano, recebe o Ventrue:

'- Boa noite, Sr. Alves. Por favor, me acompanhe.'

A mulher guia o Ventrue para uma sala luxuosa, onde Jéssica terminava de falar ao telefone no exato momento em que Luís Alves chega. A Ventrue se dirige ao seu irmão de clã e comenta com ele:

'- Boa noite Sr. Alves, que bom que conseguiu chegar em plena segurança. Fique à vontade. Nossos irmãos estão vindo para cá agora mesmo.'
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Re: [Barra da Tijuca] Condomínio Nova Sicília

Mensagem  Luís Alves em Sab Mar 15, 2014 4:16 pm

Luís acompanha a senhora carcamana que o guia pela casa aparentando uma tranquilidade que ele não tinha. Aprendera nesses quase 200 anos de Rio de Janeiro que tranquilidade nunca fora garantia de segurança. Estava impressionado com o esquema de segurança de Montecchio, mas sentia-se numa ratoeira. Se algo desse errado, não tinha pleno controle da situação.

Miguel, seu lacaio motorista, ficara no carro com a chave na ignição, conforme ordenado. Jobson, o lacaio que fez sua escolta fora do carro, parou na entrada principal e foi fumar um cigarro com um dos seguranças de Jéssica. Agora era ele, uma velha, e sua bela irmã.

Bela em termos. Todo mundo devia ser tratado como uma dama, para Luís. Era um protocolo, como passar a farda e tomar banho todas as noites. Centenas de anos de sanguinolência e ardis transformaram Luís em uma imagem pálida do general que ele fora enquanto mortal. Sua compaixão, que nunca fora alta, reduziu-se a zero. Sua deferência para com as mulheres morreu junto com seus ímpetos sexuais. Somente o sangue causava nele alguma faísca de vividade. E o poder, nada era mais belo que o poder.

_ Boa noite, senhora - disse Luis Alves de maneira respeitosa à velha que o guiava - obrigado

Ao chegar na sala luxuosa onde estava Montecchio, abriu um sorriso e a cumprimentou:

_ Boa noite, senhora Montecchio. Sua residência é adorável, e a segurança formidável. Que bom encontrá-la bem... - Luís abaixou a cabeça em tom pesaroso, como se realmente se importasse muito com os eventos da última noite e completou com a voz penosa: - embora seja uma lástima, uma dor profunda as perdas da última noite, resta ainda nessa cidade uma rosa que a encante.

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Jéssica Montecchio - Luís Alves

Mensagem  Narrador em Seg Mar 17, 2014 10:07 am

A Sangue Azul convida o seu irmão de clã a sentar-se e acomodados na sala de estar, comenta com ele:

'- É muito bom tê-lo de volta, Sr. Alves. A situação é crítica e para o nosso clã, mais complicada ainda. A essa hora a corte inteira já deve estar colocando sobre o nosso sangue a responsabilidade pela morte dos dois arcontes e do atentado ao Ellisium...'

Havia um tom de preocupação nas palavras de Jéssica que completa:


'- Sr. Kennedy cuidava de toda a diplomacia. Tínhamos boas relações com Tremeres e Nosferatus, mas não sei até onde elas se mantém após o atentado...'
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Luís - Montecchio

Mensagem  Luís Alves em Seg Mar 17, 2014 2:30 pm

Luís Alves aceita cordialmente o convite de Jéssica e se senta milésimos de segundo após sua irmã. Ele faz questão de ser o último a se sentar e o primeiro a se levantar, como se fosse um cavalheiro de uma corte europeia sempre em prontidão para acudir uma dama.

Ele ouve atentamente as palavras de sua irmã e considera:

_ A destruição do senhor Kennedy é uma perda para todo o clã Ventrue no Brasil e além-mar. Mas perdoe-me, cara irmã, devo colocar uma questão premente. Se antes o senhor Kennedy comandava nossos esforços, suas realizações se davam apenas por conta do brilhantismo e capacidade pessoal. Agora, ao que me parece, temos um Praetor e um primógeno articulando o clã. Vejo grande potencial nessa conjuntura...

Luís dá uma pequena pausa interrogativa e prossegue
... - É por isso que não compreendo seu tom de preocupação, cara irmã. Temos tudo para crescermos na cidade. O que nos aflinge ao ponto de preocupar a face mais serena do Rio de Janeiro?

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Jéssica Montecchio - Luís Alves

Mensagem  Narrador em Seg Mar 17, 2014 9:28 pm

Elegantemente sentada, a Ventrue explica:

'- Não temos uma Praetor e um Primógeno estruturando o clã. Temos uma Praetor e um Primógeno que acabaram de assumir e mal se conhecem. Os contatos do Sr. Kennedy não foram devidamente apresentados, não houve relação estabelecida. Ninguém é santo na Camarilla, Sr. Alves. Um ataque dessas proporções muda totalmente a conjuntura e não gosto da falta de controle que temos sobre a situação nesse momento.'

A Ventrue faz uma pausa:


'- Fui chamada para uma reunião na Capela Tremere. Tentei falar com os Nosferatus, mas nem Carlent e nem Linda me atendem e isso é um mau sinal. Não cheguei a falar diretamente com os Tremeres ainda, mas consegui pelo menos uma entrada com os Brujahs. Meus homens ajudaram a manter o domínio deles no porto e creio que essa é uma dívida que pode ser cobrada pelo clã na hora certa. Mas ainda sim é muito pouco. Espero que nossa Praetor e nosso Primógeno cheguem com boas notícias, do contrário nosso trabalho será muito árduo. Dois Arcontes foram assassinados em um Ellisium cuja segurança era responsabilidade de nossa Casa. Independente de opiniões sobre o que passou esse é um dado sério, relevante e que não podemos deixar de levar em conta.'
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Luís - Montecchio

Mensagem  Luís Alves em Ter Mar 18, 2014 12:38 am

Luís Alves ouve atentamente Montecchio e não acredita no que escuta. A situação era mais grave do que imaginava. Se um primógeno e uma Praetor fossem desmoralizados publicamente, o que restaria ao clã? A imagem do primógeno e do Praetor precisava ser poupada pois ambos representavam o clã. Acima deles só Lictors e Stretegos. E Luís duvidava da disposição do clã em enviar um Lictor para a cidade.

_ Prezada irmã, o que me dizes é deveras severo. A imagem do primógeno e do praetor precisam ser poupadas pois sobre eles repousa a dignidade do clã. Os membros precisam respeitar nossos irmãos e irmãs, ainda mais a senhora, que goza de tanto prestígio entre nós. Esse silêncio de Linda e Carlent, somados com a dificuldade de comunicação em relação aos tremeres me soa como um isolamento proprosital

Luís Alves pronunciava palavras que significavam consequências sérias e desastrosas para a família. Cruzou as pernas como se lesse um jornal e continuou em seu tom metálico:

_ Mas me explique uma coisa, senhora Montecchio. A defesa do Elisium não era também uma responsabilidade do clã tremere? Lembro daquela primeira noite em que nos reunimos, quando indaguei sobre a segurança elisium e a escolha terrível de uma ilha. O argumento que me deram para me apaziguar era de que os tremeres usaram suas bruxarias para impedir o uso de disciplinas. Eu mesmo chegue a tentar usar um de meus dons de caim somente para testar a segurança e falhei miseravelmente. Não seriam eles tão responsáveis quanto nós?  

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Jéssica Montecchio - Luís Alves

Mensagem  Narrador em Ter Mar 18, 2014 6:01 am

Com tranquilidade, apesar da tensão do momento, Jéssica responde:

'- Veja bem Sr. Alves. Aqui na minha casa eu tenho um sistema de segurança pois o Domínio é meu e a responsabilidade da segurança dos que aqui vem, é minha. Se algo acontecesse com o senhor, aqui, a responsabilidade cairia sobre meu nome. Mesmo se eu convidasse os Tremeres para fazer rituais para deixar o local mais seguro, eles me prestariam um favor, mas ainda sim a segurança do Domínio seria minha responsabilidade, então acusá-los pela falha de um dos mecanismos de segurança não quer dizer que a responsabilidade pela queda de toda segurança do local é deles. E mesmo que a segurança fosse apenas feita pelos rituais, isso seria responsabilidade minha, pois eu sou a Senhora desse domínio e o que acontece aqui dentro é minha responsabilidade.'

A Ventrue olha para o general e diz:

'- E no Ellisium foi assim. Nosso clã era o Senhor do Ellisium. A palavra final de qualquer coisa dentro daquele prédio era nossa. O Toreador Pezzinni adorava posar de Mestre de Cerimônias, mas obedecia ordens porque quem mandava ali éramos nós. É público que pedimos ajuda aos Tremeres para fazer os ritos. É público que o favor nos foi feito. Assim como é público que o local era nossa responsabilidade. Nós que botamos o Toreador de mestre de Cerimônias, nós que pedimos um ritual contra disciplina e contra os lobisomens ao Clã Tremere e ele atendeu nosso pedido em nome da nossa aliança. Podemos até usar esse argumento que coloca. Eu acho ruim e imprudente lançar suspeitas sobre antigos aliados que nos prestaram um favor. Não vejo como um clã poderá confiar no nosso se jogamos aqueles que nos prestam um favor na fogueira. E se tem uma coisa que eu tenho certeza que uniria escondidos e feiticeiros seria isso. Carlent é do tipo de membro que leva favores e domínios muito a sério. O local do Ellisium foi escolhido em conjunto por Leon e Horazio, sendo que o segundo era apenas o mestre de cerimônias. Todo esquema de segurança era nosso. Câmeras, homens, alarmes. Os Rituais eram uma segurança extra. E um dos Arcontes morto é um Arconte Tremere que veio a cidade, a nosso pedido, já com tudo combinado para nomeção do Sr. Kennedy como príncipe.'

Jéssica olha para Luís e indaga:


'- Entende o ponto onde quero chegar? Um ataque à quem era visto como nosso principal aliado, a quem pedimos o favor para reforçar a segurança do Ellisium e cujo Arconte veio, a nosso pedido, nomear um dos nossos, não dará credibilidade nenhuma para que esse clã forje nenhuma aliança. Ou o senhor consegue enxergar sob outro prisma?'
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Luís - Montecchio

Mensagem  Luís Alves em Ter Mar 18, 2014 8:18 am

Luís compreendia o ponto de Montecchio perfeitamente. Se o domínio era do clã, a responsabilidade era toda dos ventrue.

_ Entendo perfeitamente e concordo com seus argumentos. Mas ainda tenho algumas dúvidas. Um elisium ainda é um elisium, e sua localização era algo do conhecimento apenas dos membros da Camarilla. Algum dos nossos nos traiu. Mesmo que não fique bem cobrar nossos aliados pelos favores que nos prestaram, ainda assim tínhamos um zelador Toreador e bruxarias que somente tremeres saberiam quebrar.

Luís coça a barba branca pensativo enquanto pronuncia suas dúvidas:

_ A senhora suspeita de alguém em específico?

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Jéssica Montecchio - Luís Alves

Mensagem  Narrador em Ter Mar 18, 2014 8:33 am

Jéssica fica séria, olha para Luís e diz:

'- Infelizmente minhas suspeitas recaem sobre os nossos. O que piora mais ainda nossa situação. Para que o helicóptero do Sr. Kennedy tenha explodido no ar, com toda a segurança externa da Mansão Kennedy, e como tudo aconteceu, só pode ter sido um dos nossos. Estávamos lá eu, que saí por ordem do Sr. Kennedy para tentar reforçar a segurança do Ellisium por conta da antecipação inesperada da chegada dos Arcontes. O nosso Primógeno Lucas Boaventura. Nossa Praetor Marie-Amélie Bourdon. E os senhores Eugênio Beauharnais e Rurik Price.'

Faz uma pausa e completa:

'- Do último, não tenho notícias. Os outros três estão a caminho.'

E conclui:


'- Quanto ao Ellisium, não havia um zelador. Não havia um Príncipe. Não havia corte. Havia um espaço de hospitalidade Ventrue onde deixamos um Toreador como Mestre de Cerimônias, onde pedimos aos Tremeres para reforçarem o sistema de segurança que nós mesmos já tinhamos estabelecidos e sob o qual nos responsabilizamos com cada clã de que era seguro lá estar. Nossa maior preocupação eram os Lobisomens e mantivemos um esquema para mantê-los bem longe da ilha. O ataque que recebemos foi inesperado. Para o Sabá conseguir desativar as defesas do Ellisium e sabotar o helicóptero do Sr. Kennedy ele precisaria de membros infiltrados.'
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Luís - Montecchio

Mensagem  Luís Alves em Ter Mar 18, 2014 9:03 am

Ao ouvir o relato de Montecchio, Luís ficou claramente consternado. Nunca em sua mente passaria a possibilidade de um dos seus irmãos estarem em coluio com os demônios do Sabá. Um Ventrue? Não, isso era demais. Se um sabá qualquer já era um insulto às tradições e à Torre de Marfim, um Ventrue era... era...

Se perdeu em ódio e pensamentos.

Queria ter esse traidor em suas mãos, queria poder arrancar do traidor os olhos com os polegares e mastigar cada pedaço de seu crânio apenas para ter o prazer crocante de ouvir estalidos. Um gosto de sangue subiu-lhe à garganta, presas afiaram, seus olhos ficaram vermelhos.

Controlou a besta.

Abaixou a cabeça em um ato súbito de vergonha misturada com falta de fôlego que não lhe faz falta. Com a voz nitidamente melancólica, apoiou a fronte na mão espalmada e confessou à Montecchio:

_ Estou consternado. Estou surpreso e consternado... Nós do clã do Cetro, descendentes de Mithras e Ventrue, somos a coluna vertebral que sustenta as tradições. Uma traição de nosso clã deve ser punida com o máximo rigor...


A voz de Luís ia se normalizado e voltando ao estado metálico habitual conforme cada palavra era dita. Ergue a cabeça, olhou para sua irmã:

_ Desses que você falou conheço, apenas o primógeno pessoalmente. A senhora Bourdon e o senhor Beuharnais estou ouvindo falar agora. Creio que um desses dois seja o Praetor. O senhor Price, apenas de vista. Mas se Price está desaparecido, e só há duas opções a considerar: ou ele foi destruído, ou ele está foragido.    


Luís olha em tom sério, nunca tinha olhado tão firme para Montecchio, dando a entender que se tratava de algo muito importante para ele:

_ Cara irmã, seria Price nosso antitribu?

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Jéssica Montecchio - Luís Alves

Mensagem  Narrador em Ter Mar 18, 2014 11:26 pm

De modo bem sincero, Jéssica diz para Luís Alves:

'- Eu temo por isso. No momento essa é a minha maior suspeita e isso piora muito nossa situação, como podes imaginar.'
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Luís - Montecchio

Mensagem  Luís Alves em Qua Mar 19, 2014 12:35 am

Ao ouvir as palavras de Montecchio, o coração morto de Luís é cortado por uma dor que ele não sentia há muito tempo. Traído em campo de batalha, o Duque de Caxias prometeu a si mesmo que nunca mais deixaria um anátema escapar à sua ira.

_ Então, cara irmã, tenho uma sugestão seríssima a fazer à nossa família. Construir fundos coletivos para viabilizar a política do clã é uma prática comum entre as gerousias das mais diversas cortes. Minha sugestão é que criemos esse fundo ainda essa noite, e ofereçamos um prêmio pela captura de Rurik Price, ou qualquer notícia real de seu paradeiro. Precisamos interrogar nosso irmão e, acima de tudo, devemos demonstrar todo o nosso compromisso com as tradições e a Camarilla. Nenhum clã dessa cidade deve ter motivos para suspeitar de nossa disposição em destruir os antitribu, principalmente quando se trata de um dos nossos.

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Jéssica Montecchio - Luís Alves

Mensagem  Narrador em Qua Mar 19, 2014 9:42 am

A Ventrue responde:

'- Tenho total acordo, acho que é uma medida urgente só que não resolve. Temos que mostrar que queremos a cabeça dos Antitribu e isso é bom para nossa imagem, mas a traição recente ainda pode nos causar muitos problemas. Não temos mais o direito de errar.'
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Marie-Amélie - Lucas e Eugênio

Mensagem  Marie-Amélie Bourdon em Qua Mar 19, 2014 3:34 pm

*O sedan preto, dirigido por uma mulher loira de seus 60 anos, embica para entrar no condomínio. Martine abre a janela e identifica aquele como o carro de Marie-Amélie para os seguranças. Enquanto isso, com cuidado, a ventrue desarma a besta, guarda a seta de ponta prateada e começa a cobrir a arma com a capa*

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Narração - Marie-Amélie Bourdon | Lucas Boaventura | Eugênio Beauharnais

Mensagem  Narrador em Qua Mar 19, 2014 10:21 pm

O carro é parado, a identificação é feita e acompanhados por uma escolta de batedores a partir do momento em que entram no condomínio. O veículo é guiado até uma casa bem no centro do mesmo. Uma casa tão luxuosa quanto todas as outras onde uma senhora aguardava na porta. A escolta para diante da porta. Havia muita movimentação no condomínio, mesmo tarde da noite as casas ainda tinham luzes acesas e movimento. Um dos seguranças que fazia a escolta, dá as instruções assim que o carro do grupo para:

'- Bem vindos ao Condomínio Nova Sicília. Sob a hospitalidade de Don Montecchio podem ter certeza de que estão seguros e, por isso, pedimos que deixem as armas no veículo.'

A Senhora se aproxima e diz ao grupo:

'- Boa noite senhora, senhores... Don Montecchio os aguarda com o Sr. Alves, poderiam me acompanhar?'

Assim que o grupo der o aval, a senhora os guia até a sala onde estavam Luís Alves e Jéssica Montecchio.
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Luís - Montecchio

Mensagem  Luís Alves em Qua Mar 19, 2014 10:40 pm

Luís Alves concorda com a cabeça após as palavras da irmã. "não temos o direito de errar". Sim, de fato não tinham.

_ Cara irmã, concordo plenamente. Devemos caçar o senhor Price com objetivo de encontrá-lo vivo e interrogá-lo. Mas isso não é o suficiente. Devemos fazer a divisão dos recursos da cidade de uma vez por todas em nosso diretório. Devemos nos esforçar por conquistar os "pontos sensíveis" da cidade, um conceito militar que espero explicar melhor quando os ilustres do clã chegarem. Mas acima de tudo, devemos nos esforçar por dar continuidade no legado de Kennedy. A aliança com os tremeres, nosferatus e demais clãs é essencial para a construção de nossa hegemonia na corte.

Luís então ouve o barulho de um carro se aproximando e o reflexo dos faróis a circular pelas paredes. Seriam seus irmãos de clã? O velho ventrue se levante em sinal de respeito e curiosidade. Sentado na poltrona confortável de Montecchio, o militar não via o que tinham além da janela.

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Jéssica Montecchio - Luís Alves

Mensagem  Narrador em Qui Mar 20, 2014 4:19 pm

Funcionários de Jéssica informam que os outros Ventrues haviam chego. A Sangue Azul se levanta para recepcioná-los enquanto responde para Luís Alves:

'- Concordo com todas as suas palavras Sr. Alves.'
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Luís - Montecchio

Mensagem  Luís Alves em Qui Mar 20, 2014 4:24 pm

Luís apenas faz uma leve mesura, inclinando seu tronco no sentido de Jéssica em sinal de respeito e também de licença para que ela prossiga na recepção dos demais ventrues.

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Marie-Amélie - Lucas, Eugênio, Jéssica, Luís

Mensagem  Marie-Amélie Bourdon em Sex Mar 21, 2014 10:48 am

*Marie-Amélie agradece e, terminando de fechar a besta em seu estojo, entrega-a para Martine, orientando a carniçal em francês a ficar por ali. Equilibrando-se sobre seu imenso salto agulha, caminha para dentro com um passo elegante e seguro, esperando que Lucas e Eugênio a sigam. Com extrema gentileza, cumprimenta todos que encontra e pede para ser conduzida a Jéssica*

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Jéssica Montecchio - Clã Ventrue

Mensagem  Narrador em Sex Mar 21, 2014 11:27 am

Marie-Amélie e os demais (narração adiantando a cena) são guiados até a sala onde encontram Jéssica já de pé. A Ventrue, como manda o protocolo, cumprimenta a todos com elegância e polidez e os convida a sentar dizendo ao mesmo tempo em que se acomoda após os cumprimentos:

'- É uma honra recebê-los mesmo em tempos tão difíceis, conversava agora mesmo com o Sr. Alves sobre a situação da cidade... trazem novidades das ruas?'
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Eugênio - Clã Ventrue

Mensagem  Eugênio de Beauharnais em Sab Mar 22, 2014 5:53 am

Eugênio olhava desinteressadamente pela janela do carro enquanto entrava naquele luxuoso condomínio na Barra da Tijuca. Quando o carro pára e uma senhora aborda o grupo se colocando a disposição para guiá-los até os demais irmãos, ele segue com eles na esperança de novos ares.

A visão da Sra. Montecchio "alegra" Eugênio e parece ter, potencialmente, condições de melhorar sua opinião sobre o próprio clã naquela cidade. Seguindo o protocolo, retribui o cumprimento da anfitriã e, dado o avançar da noite, procura um lugar para se sentar. É nessa hora que se dirige ao outro irmão presente, o cumprimenta e acomoda-se próximo ao velho senhor. Acomodado deixa para o primógeno e para a Praetor que atualizem a Sra. Montecchio e o Sr. Alves sobre as novidades.
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Re: [Barra da Tijuca] Condomínio Nova Sicília

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